O DESAPEGO FÍSICO E A SUCESSÃO DO DIGITAL

O desapego físico e a sucessão do Digital

À medida que esta situação pandémica vai evoluindo, muitas empresas são forçadas a mudar a maneira como gerem os seus processos. Torna-se realmente importante que o risco e a resiliência sejam levados em consideração nas estratégias de adaptação dos processos, especialmente naqueles que tenham relação física direta. A generalidade das empresas já possuía planos de contingência e continuidade de negócios para interrupções de diversos tipos, mas o coronavírus está a colocar ‘em cheque’ regiões inteiras do mundo, pelo menos temporariamente, e esta é uma situação que nunca enfrentámos.

Contudo, a pandemia COVID-19 desempenhou um grande papel na motivação adicional das organizações a investir em transformação digital. A automação inteligente é a chave do investimento para empresas que procuram proteger-se contra a eficiência operacional ou interrupções futuras.

O que está a mudar a maneira como trabalhamos

A exploração do digital em detrimento do físico sem precedentes, que se está a verificar nestes meses, representa uma provocação para as organizações que desenvolvem e implementam a transformação digital dos processos e consequentemente dos negócios.

A tecnologia, e a forma como foi adotada, mudou consideravelmente durante 2020 e com toda a certeza no futuro. Por exemplo, ferramentas usadas moderadamente, como Teams, Zoom ou Google Meet explodiram em popularidade durante a pandemia global. Milhões de pessoas, professores, engenheiros, médicos, entre outros profissionais, adotaram ferramentas como estas, por necessidade num mundo que se tornou digital.

As empresas enfrentam hoje desafios a todos os níveis, os seus colaboradores que sentem a pressão do risco das atividades físicas de proximidade, os seus gestores com a necessidade de manter as atividades outrora físicas em up-time digital permanente, oportuno e rentável, os seus clientes a terem necessidade de acesso digital aos mais diferentes processos…

Otimizar gastos é imperativo

Muitas empresas enfrentam uma redução drástica nas suas tesourarias, com a inevitável diminuição dos proveitos, mas mantendo muitos dos seus custos. Assim há que ter a coragem de digitalizar para continuar, não só gerir a continuidade dos processos, mas também é a hora de enfrentar dificuldades financeiras que culminarão na imperativa otimização dos seus gastos/processos, nomeadamente em setores como turismo, hotelaria, entretenimento, companhias aéreas, retalho, banca, seguros, serviços públicos, entre outros….

Ferramentas digitais

Consideramos que, para mitigar riscos, as empresas precisam de trabalhar em estreita cooperação com os seus responsáveis pelos processos físicos, para os ajudar a superar as dificuldades atuais, analisando e priorizando as suas despesas processuais e efetivas, assim através de ferramentas de robotização de processos (RPA) apicadas à desmaterialização de informação física objetiva, podem identificar as áreas onde será implementada eficiência digital. É vital ter ferramentas que deem visibilidade aos gastos reais da empresa e que permitam ter evidência sobre o ROI dos processos digitalizados.

A implementação de estratégias estruturadas que analisem a qualidade, oportunidade e eficiência na obtenção dos ganhos, baseadas em soluções digitais, são cruciais no fornecimento de informações que permitam “ativar e implementar planos de melhorias que ajudem a enfrentar estas circunstâncias difíceis”.

A mudança inevitável

A digitalização das empresas será acelerada ou mesmo impulsionada, não por uma visão estratégica ou por uma evolução natural do modelo de negócio, mas por um fator externo disruptivo – a pandemia – que imporá a necessidade de um “novo normal”. Este é o ponto de partida, para “o desapego físico e a sucessão do digital”, que as empresas tecnológicas fornecedoras de BPO com RPA, …, devem promover, para orientar a forma como cada empresa deve continuar a apostar na sua disrupção dos seus processos em prole do digital.

Podemos concluir com esta abordagem, que teremos seguramente impacto positivo nos seguintes indicadores:

  • PRODUTIVIDADE;
  • OTIMIZAÇÃO DO TEMPO;
  • REDUÇÃO DE CUSTOS;
  • MAIS SEGURANÇA INTRÍNSECA NOS DADOS DOS PROCESSOS;
  • MAIS SEGURANÇA PARA OS COLABORADORES;
  • DIMINUIÇÃO DA BUROCRACIA;
  • POSSIBILIDADE DE ACESSO COLABORATIVO AOS PROCESSOS;
  • RAPIDEZ DE ACESSO AOS DADOS DOS PROCESSO;
  • IMPORTANTE RETORNO DO INVESTIMENTO;
  • DIMINUIÇÃO DA PEGADA ECOLÓGICA.

Artigo escrito por:

Fotografia do Autor
Jorge Sá Couto

COO- Chief Operating Officer and Executive committee member at Tri-wool Group e Consultor Independente

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